me contento em sorrir
e dizer que está tudo bem.
os dias tentam negar
e me convencer a sofrer,
mas sou mais forte que isso.
sou melhor do que isso
e estou construindo meu castelo de novo.
um castelo nas costas.
de cartas,
tenho que ter mais calma
que força.
foco. paciência.
certo,
talvez bem não seja a palavra.
mas respiro fundo, junto
e dou mais um passo no escuro.
você me prendeu,
lá nas masmorras.
mas escapei,
me libertei,
e achando lindo fugir.
lá fora te enfretei,
bati, gritei.
prendi seu dente na porta
e fechei.
foi importante pra mim,
mas você bufou
e meu castelo se desfez.
às vezes,
a cicatriz da algema dói.
mas vou:
sem olhar pra trás.
quero,
mas não vou.
vou pra longe,
em algum outro lugar
onde eu possa montar meu castelo,
com todo o cuidado,
de novo.
e vou me lembrar de não ser o coringa desta vez.
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