quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Observação.
Tipo, uma música preferida?


domingo, 8 de fevereiro de 2009
Dia oito.

Aquela sensação de protegida, quando ele coloca o braço em volta de seu ombro, não igual aqueles outros caras que querem mostrar que estão com suas “minas”, o ‘braço em volta do ombro’ dele era diferente. O sorriso que desenhava em sua cara toda vez que ficavam fazendo piadas infames e brincadeiras idiotas, com os pés para o alto, sem se preocupar com muita coisa além do fato de estar feliz por ter ele ali. Aquela coisa sem nome que chegava estourando tudo por dentro quando fazia tempo que não o via (ou não) e se lembrava dele por ter lido a letra de uma música, alguma parte de algum livro, visto um pedaço de filme, ou apenas por ter lembrado mesmo. Aquele calor que parecia queimar a pele quando ele a segurava mais forte e o calafrio que subia pelas costas quando ele chegava perto demais. As interjeições e as poucas e curtas frases soltas sob o cobertor e o sussurro falhado pela falta de fôlego. A companhia sentada no banco na beira da praia de manhã. Aquele pensamento de ‘se alguém me visse agora, pensaria em como eu sou bobinha’ que vinha em sua cabeça toda vez que lia alguma mensagem dele no celular. O, tão súbito, aumento das batidas de seu coração quando entrava na internet e encontrava alguma coisa que ele escreveu pra ela em seu monitor. A sensação que percorria a sua cabeça, quando ele a abraçava, que nunca poderia ser substituído por ninguém. Ela gostava de todas essas sensações bobas que tanto lhe arrepiavam a pele e deixavam-na feliz. Gostava até mesmo só de sentir que ele estava lá do lado, como às vezes quando iam aos cinemas, com sua cabeça encostada no ombro dele, se deixava levar fechando os olhos e esquecia de prestar atenção no filme.
Essa felicidadezinha que ele causava tão facilmente. Com poucas palavras, com poucos gestos, ou até ausente de tudo isso. Para que ela precisaria de tanto, se o que importava mesmo para ela, bem no fundo, era ele apenas, sem nada a mais pra acrescentar?

Tudo isso por causa do que aconteceu naquele primeiro dia oito. Agora ela ficava feliz quando chegava qualquer dia oito, não importava de qual mês era.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
O pequeno cacto infeliz.

The Boy With Nails in His Eyes
It looked pretty strange
because he couldn't really see.
