Acho que vou desidratar e desenvolver uma úlcera.
sábado, 22 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Estamos vendo alguma coisa acontecer.

Os teatros por si só têm algum tipo de mágica, alguma coisa inexplicável que te prende atenção e admiração em cada detalhe. As janelas enormes na fachada, o cartaz da peça que vão apresentar, aquela escada enorme levando até os lugares nas platéias que ficam mais em cima. Talvez eu nem precisasse assistir a apresentação, pois algo naquele lugar já preenchia tudo perfeitamente.
Não sabia se procurava o seu lugar ou se ficava parada olhando para o palco, com aquela cortina linda enfeitada com o contorno do perfil de um dos personagens principais. É tudo maravilhoso, tão maravilhoso que é difícil acreditar. Até o azul escuro da poltrona é bonito demais.
Ansiosamente, repassando todo o filme na sua cabeça, com um sorriso no rosto, imaginando com o vai ser tal cena e o que de novo eu ia presenciar, eu esperava, esperava, esperava. Esperava até o momento que a luz diminuia um pouco e o maestro começava a reger a orquestra. Fechei o olho para tentar conter o máximo possível da música na cabeça, toda emoção que fosse capaz. Quando a orquestra tocou a música, aquela! música, arrepiei e o sorriso abriu mais. Era aquela música que você sempre escutava quando via o desenho e que agora era tocada ao vivo para você, as luzes apagaram totalmente e o cenário se abria, só para você.
Reconhecia os personagens, o jovem príncipe mimado e a velha mendiga. Até repassava algumas falas na cabeça e os pelinhos do braço não abaixam. Todas aquelas luzes, música, falas, trocas mágicas de cenário eram perfeitas. Cantei com os personagens e fiquei tensa, feliz,
brava junto com eles. Fiquei com medo, do mesmo jeito que ficava quando via o filme, quando a fera aparece, rugindo e correndo, pela primeira vez.

O sorriso ficou maior quando vi meu personagem favorito, Lumière, escondido no meio do castelo com Orloge (Din Don, na peça). Nunca quis ser a Bela, nem gostava tanto dela, mas sempre quis ter um Lumière de verdade para cantar enquanto eu jantava, por isso fiquei muito contente em todas as cenas que ele aparecia e mais ainda quando ele ia cantar, porque pensei "Agora ele realmente vai cantar pra você".
Todos despertaram somente quando a música parou e a cortina fechou, e alguns ainda continuavam sentados olhando fixamente para o palco. Aquele intervalo foi o mais longo possível, tenho certeza que não durou só vinte minutos, mas enfim as luzes se apagavam enquanto a orquestra tocava e toda magia começava novamente. Toda aquela luz, música, canções, cenários, efeitos.

Dúvido que não tenha pelo menos uma pessoa que não chorou quando a Bela e a Fera dançam. Que não ficou tenso quando a Fera libertou a Bela, ou quando iam invadir o castelo. Que não ficou aliviado ao saber que a Fera não estava morta, ou que não abriu um sorriso quando a Bela disse "Eu te amo", que não prendia a respiração cada vez que uma pétala encantada caia. E tenho certeza que não houve nenhuma pessoa que não tenha ficado brava e triste quando as luzes se acenderam para despertar todos da magia.
Eu concordava com Sra Potts quando ela dizia que estávamos vendo alguma coisa acontecer.
O sorriso não sai do seu rosto durante todo o espetáculo, fica mesmo depois que você entra no carro e continua até quando está quase dormindo, voltando pra casa e querendo ver tudo de novo.
terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Era uma vez, num país distante, um jovem príncipe que vivia num reluzente castelo. Embora tivesse tudo que quisesse o príncipe era mimado, egoísta, grosseiro. Mas numa noite de inverno uma velha mendiga veio ao castelo e ofereceu a ele uma simples rosa em troca de abrigo para o frio. Repugnado pela figura dela, o príncipe zombou da oferta e mandou a velhinha embora, porém ela o aconselhou a não se deixar enganar pelas aparências, pois a beleza está no interior das pessoas, e quando ele voltou a expulsa-la, ela se tornou numa bela feiticeira. O príncipe tentou se desculpar mas era tarde demais, pois ela percebeu que não havia amor no coração dele, e como castigo ela o transformou numa fera horrenda e rogou uma praga no castelo e em todos que lá viviam. Envergonhado de sua monstruosa aparência a fera se escondeu no castelo com um espelho mágico que era sua única janela para o mundo exterior.
A rosa que ela ofereceu era encantada e iria florescer até o vigésimo primeiro ano. Se ele aprendesse a amar alguém e fosse correspondido na época em que a última pétala caísse, então o feitiço seria desfeito, senão ele seria condenado a continuar fera para sempre.
Com o passar dos anos ele caiu em desespero e perdeu toda a esperança, pois quem seria capaz de amar uma fera?"
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