sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O menino dos allstares laranjas.

Cores, cores, cores! Sempre tão bonitas e prontas para chamar a atenção. Cada uma de seu jeito e cada uma no seu lugar. Nas paredes, nos quadros, na pele e nos tênis, por que não?
Ele tinha algo de colorido por dentro, iguais aqueles allstares, que se desprendia. Talvez ele não de destacasse tanto e fosse, na verdade, meio monocromático, porque as cores nos pés roubavam a atenção dos olhares das pessoas; olhares com um quê de estranheza, outros com um quê mais animado.
Quem sabe o colorido fosse a cara de quem fazia piadas idiotas, o jeito meio engraçado de andar, a blusa de frio do Jack Skellington, o sapatinho de vovô, a blusa de arco-íris ou as fitinhas de Nosso Senhor do Bonfim: azul, rosa e verde - colorido, assim como o allstar, lindíssimo.
E se no final das contas ele não fosse legal, as cores que usava o deixaria.