sexta-feira, 22 de julho de 2011

por favor, não leia.

(não leia, não leia, não leia!)
pra mim é difícil, muito difícil. inclusive depois que peguei aquele ônibus, porque dentro dele eu tive que me concentrar tanto pra não desabar e chorar que nem uma menina de três anos que acabou de perder a mãe no meio do shopping lotado. achei que com o tempo ia ser mais fácil. de tanto eu remoer tudo dentro de mim e ficar regurgitando todas essas coisas, emoções e dores uma hora um bolo sentimental iria se formar. mas quatro estômago não são suficientes, acho que não seriam nem quatro mil. ok, talvez eu não tenha dado tempo suficiente, mas é que agora o tempo anda tão devagar. até parece que tá fazendo mais frio.
é que foi tão rápido, sabe? acho que nunca achei que seria desse jeito... ou melhor, acho que nunca achei que seria. talvez uns anos atrás, bem no começo, eu achasse que teria um fim. sabe, eu era bem cética em relação a essas conversas de amor, escrito nas estrelas, ver tudo colorido e sentir borboletas no estômago; mas você me ensinou que tudo isso existe e foi me ensinando a como amaciar meu coração. e ele amaciou, apesar de todas aquelas fibras, veias e artérias que existem nele. acho que ele amaciou até demais e acabou ficando tão mole que ficou sem forma, mas depois você me deu uma que encaixou direitinho. só que agora, que nem aqueles caras que arrancam a toalha da mesa muito rápido e nenhum prato se mexe, você tirou aquela forma e agora meu coração está todo se esparramando dentro de mim e eu não sei como fazer pra juntar tudo e fazer ele voltar ao normal. quando eu acho que o pobrezinho está começando a se reerguer e querer tomar forma, eu vejo qualquer coisa e ele volta a desmanchar... seja um comercial de 'horton e o mundo dos quem' que vai passar agora na tv, um casal na rua, uma música mais bonita ou qualquer filme de comédia romântica. principalmente os filmes de comédia romântica, porque eu achava esses filmes ridículos, mas por causa de você eu aprendi a ver que eles são bonitos na verdade. espero que eu consiga ouvir djavan, mpb e bossa nova de novo, porque ontem eu tentei e tenho que dizer que não deu muito certo.
tenho meus altos e baixos (e acho que isto está sendo um baixo), mas às vezes eu fico um pouco decepcionada. pra mim foi tão intenso por tanto tempo e acabou de um rápido que perdi piscando. eu quis lutar, mas nem tive tempo - e acho que nem estou na lista pra repescagem.
depois eu fico triste e sempre com muito medo. eu sempre me apoiei em você. eu não surtei esse ano ainda porque eu pensava em você, ainda mais quando você me dizia que depois ficariamos juntos. porque você falava que iamos ficar juntos? e agora eu não tenho mais você pra me apoiar, você era meu lugar que eu podia chamar de abrigo e de sussego... é, com 'u', porque com 'u' parece muito mais aconchegante. tudo pra mim já estava um turbilhão e agora ficou ainda mais, nem quero ver como eu vou ficar no segundo semestre sem nada pra me apoiar. ainda mais eu que pra coisa tensa assim sempre ando tão mancando. se eu tropeçar, quem será que vai me ajudar a levantar?
agora eu respiro, sinto nada, sinto tudo, sinto um vazio que era tão completo. talvez a única coisa que eu sinta mesmo seja o gás carbônico e muito dele esteja fazendo eu ficar assim. sentindo falta de alguma coisa e sentindo tudo apagar. como aquelas vezes que eu quase desmaiava e apagava tudo de repente. apagou tudo de repente.
eu queria tanto ver a cigarrinha dançando no final do ano e tanto ver mais um filme com ela. espero que toque yann tiersen de novo. justo agora que eu tinha uma máquina pra tirar foto dela. eu queria poder cantar beatles uma última vez pra cachinhos dourados e ver se ela dorme, ela andava muito exigente em relação as músicas ultimamente. ouvir aquelas duas mulheres com nome igual cantarem super fodamente de novo e ouvir as piadas tontas daquele cara de quem você tirou o nome - e o dom para as piadas. pra mim não foi só com você que acabou.
eu tenho medo de te encontrar na rua, porque eu não sei como vou ficar. talvez seja bom, porque se eu te ver feliz, talvez eu fique também. mesmo que eu não preferisse um feliz longe.
mas eu não quero que você fique pensando nesse texto, espero na verdade que você nem leia. eu só precisava falar algumas coisas... não digo tudo, porque não sei se isso é tudo. o tempo junto foram tanta coisas, nada poucas. queria que você quisesse essas coisas de volta. não que sentisse falta, mas vontade de ter de volta. enfim, só precisava dizer algumas coisas e não sabia onde coloca-las e se por acaso você leu isso, - e, de novo, espero que não - por favor, apague da sua memória. porque também eu estou escrevendo tudo isso sem pensar e não estou lendo nada do que estou escrevendo, só estou escrevendo. não quero que você fique triste ou bravo (principalmente bravo) e qualquer reação que você tenha e manifeste não sei se vai me fazer bem. mas ok, se eu manifestei você também tem o direito, então ok. e eu não quero parecer insistente, nem nada dessas coisas, eu só precisava tirar uma parte desse tudo daqui de dentro.
escrever algumas coisas, só isso.
só. bem fácil, bem rápido. do mesmo jeito que acabou.
ok, talvez fácil não.
e agora não sei mais do que escrever, porque se antes eu já não tinha mais inspiração não sei o que faço. a minha última era você.
(não consigo apertar o publicar)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

There is a reason I said I'd be happy alone. It wasnt because I thought I would be happy alone. It was because I thought if I loved someone and then it fell apart, I might not make it. It's easier to be alone. Because what if you learn that you need love? And then you don't have it. What if you like it? And lean on it? What if you shape your life around it? And then it falls apart? Can you even survive that kind of pain? Losing love is like organ damage. It's like dying. The only difference is, death ends. This? It could go on forever.

Meredith Grey, Grey's Anatomy
Grey's Anatomy sempre tirando as palavras de minha boca.